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PCR/Genética molecular

Proporcionamos serviços de diagnóstico veterinário mediante a aplicação da técnica PCR a tempo real (q-PCR) para um amplo leque de agentes infeciosos e parasitários (Leishmania, Parvovirus, Coronavírus, Esgana, etc).

Utilizam-se amostras em fresco ou bem como amostras derivadas dos estudos histopatológicos provenientes das biópsias ou as necrópsias realizadas, como prova complementar para demonstrar um agente etiológico em particular.

Os estudos de genética molecular que se utilizam no campo da oncologia:

PARR: É uma técnica destinada à deteção de clonalidade e é de grande utilidade para a distinção entre linfoma e processos inflamatórios. A deteção de clones baseia-se no facto de que os linfócitos contém regiões de DNA que são únicas em longitude e sequência. Utiliza-se a reação em cadeia da polimerase (PCR) para detetar reordenamentos do recetor de antigénio (PARR), com as regiões conservadas dos genes V y J para amplificar a região desejada CDR3 que codifica a porção de união ao antigénio da imunoglobulina (Ig) de cadeia pesada ou o recetor de células T gama (TCRγ). Em caso de clonalidade obtêm-se sempre cadeias gémeas, enquanto que no caso de policlonalidade se obtém uma mistura heterogénea de cadeias de distinta longitude.

Esta prova está indicada para a distinção entre linfoma e processos inflamatórios naqueles casos em que as características morfológicas, citológicas, ou propriedades imunofenotípicas de uma população de células linfoides não são conclusivas, como por exemplo:

  • Para diferenciar algumas formas de linfoma como o linfoma de zona T ou o Linfoma de zona marginal de reações hiperplásicas.
  • Para caracterizar proliferações linfohistiocíticas cutáneas.
  • Para distinguir entre doença inflamatória do intestino e linfoma intestinal nos gatos.

As amostras que se podem analisar incluem: aspirados de gânglios linfáticos ou de massa mediastínica, líquidos biológicos, LCR, medula óssea, sangue periférico e tecidos em formol ou parafina.

Imagem: PARR, clonalidade monoclonal (acima) vs policlonal (abaixo).

Mutações no gene c-kit: Um número substancial de mastócitos neoplásicos possui mutações no gene c-kit, sobretudo no exão 11 (detetado em 20% dos casos) ou exão 8 (detetado em 5% dos casos). A PCR é a técnica que se utiliza para determinar a existência ou não de ditas mutações. A resposta aos fármacos inibidores da tirosina kinase é superior nos tumores com a mutação ativa (aproximadamente um 65% vs um 40%). A presença de mutações c-KIT está significativamente associada com os mastocitomas histologicamente de alto grau e portanto com o prognóstico.

Esta prova serve-nos para:

– Avaliação prognóstica da progressão da patologia.

– Determinar o tratamento adjuvante mais eficaz.