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Coloraçöes específicas

Imunohistoquímica

As técnicas de Imunohistoquímica (IHQ) têm-se vindo a empregar de forma extensiva no campo da Patologia desde a década de sessenta. A IHQ pode definir-se como a identificação de um constituinte (antigénio) in situ, mediante uma reação antigénio-anticorpo específica visualizada com um marcador que se cora.

Atualmente o emprego de técnicas de IHQ faz-se em extensivo (de rotina no caso da Anatomia Patológica humana), com aplicações principalmente na identificação de neoplasias, a deteção de agentes infeciosos, como fator prognóstico para determinados tumores ou para escolher um tratamento adequado. De entre os múltiplos métodos existentes, o mais habitual é o da Avidina-Biotina. Permite a deteção de antigénios específicos sobre os tecidos processados para o seu exame histológico de rotina.

Estes são alguns dos marcadores que se podem empregar:

Citoqueratinas: proteínas estruturais das células de origem ectodérmica. Presentes em muitos carcinomas e adenocarcinomas.

Vimentina: proteína estrutural de células de origem mesodérmica. Presente na maioria dos sarcomas.

CD3 y CD45RO: marcador de linfócitos T.

CD79a y CD 20: presente em linfócitos B.

CD 18: Expressa-se por todos os leucócitos (incluindo histiócitos – macrófagos, células de Langerhans e células dendríticas).

GFAP: marcador específico de astrócitos.

Neurofilamentos: permite avaliar danos axonais. Presentes em algumas neoplasias com diferenciação neuronal.

Desmina, Actina: presentes em fibras musculares e neoplasias relacionadas (leiomiosarcomas, rabdomiosarcomas).

Cadeias Kappa e Lambda de imunoglobulinas: marcadores de células plasmáticas.

Melan-A: marcador de melanoma.

MBP: proteína básica da mielina.

Marcadores de prognóstico tumoral: PCNA, ki-67, p-53, recetores de estrogénios e progesterona, Cox-2, c-kit, c-erbB-2.

Marcadores de agentes infeciosos: Colorações específicas para Leishmania, PIF, Toxoplasma, etc.

Imagem: Coloração imunohistoquímica COX-2, tumor mamário.

 

 

Histoquímica

As técnicas de Histoquímica (HQ) são muito mais antigas que as anteriores. Baseiam-se em geral, na coloração específica de elementos celulares mediante o emprego de reações químicas coloridas, permitindo a deteção de elementos mais genéricos (lípidos, carbohidratos, proteínas, etc.). São uteis na deteção de estruturas celulares específicas (por exemplo, a granulação citoplasmática das células mastocíticas com Azul de Toluidina) ou agentes infeciosos (Micobactérias, fungos, etc.).